Durante participação na GloboNews, o jornalista Demétrio Manholi afirmou que a decisão do STF sobre big techs é censura. A apresentadora Andréia Sadi interrompeu a fala e passou a palavra a outro jornalista. O caso gerou debate sobre liberdade de expressão e atuação do STF.
"O STF fixa prazo para as plataformas adotarem censura."
O jornalista Demétrio Manholi afirmou, durante participação ao vivo no programa da GloboNews, que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que obriga big techs a adotarem medidas contra desinformação seria uma forma de censura. A fala ocorreu no momento em que a Corte formava maioria para fixar prazo de 60 dias para que as plataformas implementem as regras. Segundo Manholi, a medida teria efeito inibidor sobre a liberdade de expressão, pois as empresas passariam a excluir conteúdo por medo de responsabilização.
Manholi declarou: “O STF fixa prazo para as plataformas adotarem censura”. Ele criticou o que chamou de “terceirização da censura” para as big techs, afirmando que a decisão do STF invadiu competências do Congresso ao derrubar parte do marco civil da internet. Logo após a declaração, a apresentadora Andréia Sadi interrompeu o comentarista e passou a palavra a outro jornalista, sem dar direito de resposta. O episódio gerou repercussão nas redes sociais, com apoiadores de Manholi classificando a atitude como censura.
O ministro André Mendonça, durante o julgamento, havia alertado que a decisão poderia gerar “efeito inibidor” nas plataformas, que passariam a excluir conteúdo de forma preventiva. A fala de Manholi ecoa essa preocupação, mas foi interrompida antes que pudesse ser concluída. O caso reacende o debate sobre os limites da liberdade de expressão e o papel do STF na regulação da internet.