Em vídeo, Janja teria afirmado que chamá-la de 'gastadeira' é misoginia. Oposição contesta e diz que cobrança por transparência não é preconceito, mas exercício democrático.
"Ah, então agora não pode chamar a janja de gastadeira porque isso se tornou misogenia."
A primeira-dama Janja da Silva teria gerado nova polêmica ao afirmar que críticas aos seus gastos públicos configuram misoginia. Em um vídeo que circula nas redes, ela diz: "Ah, então agora não pode chamar a Janja de gastadeira porque isso se tornou misogenia." A declaração ocorre em meio a debates sobre o PL da Misoginia, que tramita na Câmara dos Deputados.
Segundo o vídeo, Janja teria associado as críticas a uma suposta estratégia da extrema direita para atacá-la. No entanto, opositores apontam que a cobrança por transparência nos gastos públicos não é preconceito, mas sim um direito do cidadão. Dados da oposição indicam que as viagens internacionais da primeira-dama já somam mais de R$ 117 milhões, incluindo hospedagens em hotéis de luxo e voos da FAB. A própria Janja, em entrevista, teria negado tais excessos, afirmando que se hospeda em embaixadas.
A declaração reacendeu o debate sobre o uso de recursos públicos por familiares de presidentes. Enquanto apoiadores defendem que as viagens têm caráter oficial, críticos argumentam que Janja não possui cargo eletivo e que os gastos são desproporcionais. O PL da Misoginia, que criminaliza a violência política de gênero, é visto por setores da direita como uma ameaça à liberdade de expressão, especialmente em casos como este, onde críticas a gastos são tratadas como misoginia.