Senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, foi alvo de operação da PF no caso Master. Ele afirmou que continuará no cargo até que o presidente peça sua saída. A declaração gerou reações de aliados e oposição.
""Eu continuo na liderança do governo no Senado até que o presidente Lula peça que eu me retire. Eu não acho que ele vai fazer isso, mas se ele fizer, é um direito dele.""
O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, foi alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira, no âmbito das investigações sobre o caso Master. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do parlamentar, apreendendo dólares, euros e relógios de luxo. A operação reacendeu o debate sobre a relação do PT baiano com o banco, que teria originado o escândalo.
Em entrevista à BandNews, Wagner afirmou que permanece na liderança do governo: "Eu continuo na liderança do governo no Senado até que o presidente Lula peça que eu me retire. Eu não acho que ele vai fazer isso, mas se ele fizer, é um direito dele." A declaração ocorre em meio a pressões de aliados do presidente, que consideram a situação insustentável em ano eleitoral. Segundo apurações, Lula teria questionado Wagner anteriormente sobre possíveis ligações com o empresário Augusto Lima, sócio do Master, e recebido negativas.
A oposição classificou o episódio como mais um capítulo da corrupção petista. O senador Rogério Marinho (PL-RN) destacou que a origem do caso Master está na Bahia, quando Rui Costa era governador e Wagner secretário. A permanência de Wagner na liderança, mesmo sob suspeita, tem gerado críticas dentro e fora do governo, com argumentos de que a imagem do parlamentar compromete a credibilidade do Palácio do Planalto.