Segundo o canal Mão Direita, o ministro Alexandre de Moraes teria dado 48 horas para Jair Bolsonaro explicar se autorizou um vídeo de IA, sob risco de inelegibilidade de Flávio. Críticos apontam violação ao princípio da não autoincriminação.
"O que o Morais quer? Será que tá? Ele não leu a Constituição, ele que tem livro de direito constitucional. Nemetor se deteg, ou seja, ninguém tá obrigado a produzir prova contra ele próprio, se autoacusar."
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria determinado que o ex-presidente Jair Bolsonaro explique, em 48 horas, se autorizou a produção de um vídeo com inteligência artificial exibido na convenção do PL que lançou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à presidência. A decisão, de acordo com o canal Mão Direita, também ameaça tornar Flávio inelegível e reacende o debate sobre os limites do poder judiciário.
Em sua decisão, Moraes teria questionado se Bolsonaro autorizou o vídeo, o que, para críticos, configuraria uma exigência de autoincriminação. O comentarista Mário Sabino, citado no vídeo, afirmou: “O que o Morais quer? Será que tá? Ele não leu a Constituição, ele que tem livro de direito constitucional. Nemetor se deteg, ou seja, ninguém tá obrigado a produzir prova contra ele próprio, se autoacusar.” A defesa de Flávio Bolsonaro teria minimizado o risco, afirmando que a penalidade, se houver, seria apenas multa.
A medida ocorre em meio a tensões entre o STF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que seria o órgão competente para julgar questões eleitorais. Para analistas, a postura de Moraes reforça a percepção de perseguição política e levanta dúvidas sobre a isonomia da Justiça Eleitoral. O vídeo também critica a imprensa por, segundo o canal, ter tolerado abusos anteriores que agora atingem outros atores políticos.